AICEP e Fundação AIP acreditam na recuperação da economia moçambicana

Rocha de Matos, presidente da Fundação AIP, "as empresas portuguesas devem começar a afirmar-se cada vez mais"

As duas instituições que organizam a presença portuguesa na Feira Internacional de Moçambique (FACIM), que decorre a partir de hoje e até domingo nos arredores de Maputo, transmitiram hoje confiança na recuperação da economia moçambicana.
“Moçambique tem atravessado uma fase de menor crescimento económico, mas a AICEP acredita que estão a juntar-se todas as alavancas para voltar a ter um crescimento muito relevante”, disse à Lusa, Luís Castro Henriques, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
O momento é, por isso, “importante para as empresas portuguesas, sobretudo as que queiram conhecer mercado”.

O presidente da AICEP falava à Lusa no pavilhão de Portugal, à margem da inauguração da FACIM.

O pavilhão junta 24 empresas portuguesas e outras de capital português marcam presença com expositores próprios na feira.
O presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, disse à Lusa que “as empresas portuguesas devem começar a afirmar-se cada vez mais”.
“Moçambique vai fazer a volta completa em termos de recuperação e é muito interessante para nós estar na linha da frente neste mercado”, porque significa também “uma das portas para a África Austral, em termos da CPLP”, Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
A recuperação completa de Moçambique “já começou, pelo menos em termos emocionais. Agora, demora o seu tempo”, referiu o presidente da Fundação AIP, que conhece o mercado moçambicano há três décadas.
“O próximo ano vai ser mais afirmativo”, referiu, antevendo os próximos três anos como aqueles em que há “grande possibilidade de alterar completamente, para melhor”, a presença portuguesa em Moçambique.
Há oportunidades, sublinhou, pese embora persistam problemas “que têm de ser resolvidos”, tais como questões relacionadas com a segurança, transferência de capitais e compatibilização de leis, detalhou.
“O governo português está muito atento a esta situação”, acrescentou Jorge Rocha de Matos.
A Fundação AIP recebe o testemunho da AICEP, que desde 2007 começou a transferir a organização da participação portuguesa em certames para associações empresariais.
A Agência mantém-se parceira nas feiras de Angola e Moçambique, países que são sinónimo de uma relação “histórica e especial”, referiu Luís Castro Henriques à Lusa.
“As empresas portuguesas que já cá estão, têm uma relação de muito longo prazo com Moçambique”, acrescentou, puxando por um indicador: são as empresas que “por cada dólar investido mais postos de trabalho criam e isso é o maior sinal de perenidade e de vontade de investir num país”.

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