Angola quer trazer da China 1.282 milhões de dólares

O empréstimo destina-se a pagar até 85% do valor do contrato para a concepção, construção e acabamento do novo aeroporto internacional de Luanda

Angola, que está representada ao mais alto nível no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), em Pequim, tem como objectivo concluir as negociações para uma nova linha de crédito chinês de 11.000 milhões de euros, para financiar vários projectos.
A comitiva é liderada pelo Presidente João Lourenço, que se encontrou, já ontem, com o homólogo chinês, Xi Jinping.
As autoridades nacionais procurarão concluir as conversações com as autoridades chinesas para um novo programa de financiamento, incidindo sobre os projectos e montantes que a China poderá conceder.
Entre eles está a negociação dos termos para um empréstimo de 1.282 milhões de dólares (1.098 milhões de euros), montante destinado a pagar até 85% do valor do contrato para a concepção, construção e acabamento do novo aeroporto internacional de Luanda, que está a ser construído a 30 quilómetros da capital por várias empresas chinesas.
Através do banco estatal chinês, que apoia a importação e exportação do país (Exim Bank), Angola está também a negociar empréstimos de 690 milhões de dólares (600 milhões de euros) para a construção da marginal da Corimba (Luanda).
Em negociações estão também os empréstimos de 760,4 milhões de dólares (651,7 milhões de euros) para o sistema de transporte de energia eléctrica do Luachimo, e de 1.100 milhões de dólares (942,8 milhões de euros) para a construção de uma academia naval em Kalunga, Porto Amboim (Cuanza-Sul).
Globalmente, Angola tenta fechar uma linha de crédito de 11.700 milhões de dólares (10.028 milhões de euros) para projectos de infraestruturas, indicou fonte oficial, através do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), segundo informação do Fórum de Cooperação China-África (FOFAC), que cita o sítio de notícias CLBrief (Breves sobre a China e a Lusofonia).
Segundo a China-Lusophone Brief, a recente emissão de “eurobonds”, no valor de 3.000 milhões de dólares (2.571 milhões de euros) pelo Estado angolano, confirmou que a China é a fonte principal de “diversas facilidades de novos créditos” que as autoridades já estão a negociar.
O Governo angolano também solicitou à China apoio financeiro para continuar com o seu programa de formação, preparação e reequipamento dos quadros das Forças Armadas Angolanas (FAA), pedido enquadrado na cooperação e visão estratégia a longo prazo, para executar os projectos virados à formação, reequipamento e construção de recursos humanos, materiais e infraestruturas.

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