Atenção às selfies. Podem ser o primeiro diagnóstico para algo grave

Pode-se dizer que, em vários casos, as selfies salvaram vidas. Cada situação foi devidamente analisada cientificamente

Aparecem tão religiosamente no feed de qualquer um que tenha perfil no Instagram ou Facebook, que por vezes não lhes damos atenção. Contudo, uma selfie pode transmitir relevantes informações sobre certas doentes cujo primeiro diagnóstico é feito a olho nu, já que a condição é vista no estado da pele ou outras caraterísticas físicas.

O Medical Daily aponta alguns casos em que este aspecto se comprovam, e não são assim tão raros: AVC, depressão ou mesmo cancro podem ser assim detectados.
No caso de acidente cardiovascular, a publicação conta o caso de uma mulher de 63 anos que foi a própria a aperceber-se do acidente quando, ao tirar uma selfie, notou que a sua cara não estava assimétrica e que um dos lados parecia mais ‘descaído’, um problema que piorava à medida que tirava mais selfies. Certa de que algo não estava bem, foi assistida em hospital onde mostrou as selfies que ajudaram os especialistas a perceber o momento mais exacto do problema e, assim, tratá-lo mais eficientemente.
Outra situação em que a selfie foi essencial aconteceu com uma mulher de 32 anos cuja foto deu origem a um estudo desenvolvido no ano passado sobre uma parasita específica que causa um alto no rosto que aparece e desaparece (já que o parasita está vivo), dificultando o seu diagnóstico. Tanto o estudo por parte de cientistas como o caso específico de cada vítima deste parasita são de difícil análise, logo, uma foto do caso surge como ferramenta de estudo essencial.
Já no caso do cancro, fala-se em específico do da pele (melanoma). Como dirá qualquer dermatologista, é essencial estar-se atento a alterações na pele a nível da pigmentação: se algum sinal cresceu ou tornou-se muito escuro, faça por ser visto por um especialista. Contudo, por vezes um ‘novo’ sinal parece algo inofensivo e nestes casos as fotos publicadas podem ajudar a que outro alguém alerte para o possível problema, caso note alguma mancha no corpo que seja assimétrica, tenha mais que uma cor, seja muito grande ou tenha um contorno que difira do sinal em si.
Por fim, não só os casos físicos se podem servir das selfies, já que se aponta também a depressão. Ainda que seja difícil identificar este problema, principalmente através de imagens que são simuladas e muitas vezes não transmitem o que verdadeiramente se sente, um estudo desenvolvido pelas Universidades de Harvard e de Vermont analisaram o perfil de Instagram de 166 indivíduos, com o fim de perceber a saúde mental de cada um.
Como conclusão, os especialistas referem que ao estado depressivo se associa uma tendência para usar tons mais escuros, azuis ou cinza na edição de fotos, além de poucas fotos em grupo que dão lugar a mais selfies, onde tendencialmente se usam filtros que alterem o rosto do indivíduo para que pareça mais feliz e melhor de saúde.
A tal conclusão, os autores do estudo alertam, contudo, para o facto de este ser um aspecto bastante relativo e que os pais devem tem em consideração que os alarmes não devem soar de imediato apenas por uma certa escolha de edição de fotos. Ainda assim, o aspecto comprova um estado depressivo mais assumido, na maioria dos casos.

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