Balança comercial favorável a Angola

O comércio com a África do Sul atingiu 25,53 mil milhões de rands (518,9 mil milhões de kwanzas) 2017, com um saldo de 10,19 mil milhões (207,2 mil milhões) favorável a Angola, de acordo com números divulgados em Luanda pelo embaixador daquele país.

Fannie Phakola afirmou num fórum de negócios entre empresários dos dois países realizado na semana passada que Angola exportou para a África do Sul 17,86 milhões de rands (363 mil milhões de kwanzas) em mercadorias, importando o equivalente 7,67 mil milhões (155,9 mil milhões).
As exportações para a África do Sul são em grande parte constituídas por remessas de petróleo e as importações por materiais de construção e bens alimentares, de acordo com as informações prestadas pelo diplomata.O embaixador apelou os empresários a fortalecerem e a duplicarem os níveis do investimento bilateral, apontando como bons exemplos dos sólidos investimentos sul-africanos em Angola, a Shoprite, Barloworld e Maxsteel.Apesar dos dados estatísticos serem favoráveis a Angola, o país está numa posição desconfortável no que respeita à gama de produtos não diversificados que exporta para África do Sul, considerou, no encontro, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria bilateral, Victoriano Nicolau.
O líder empresarial apontou a necessidade de se mobilizar financiamento para investimentos no sector produtivo e dos serviços em Angola, bem como maior interacção com a África do Sul. “Se conseguirmos, através destes esforços, investimento de empresários sul-africanos no nosso território e vice-versa, vamos ser capazes de aumentar a oferta de bens e de serviços nos dois mercados”, afirmou.Atracção de investimentos
Fannie Phakola anunciou no encontro, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Angola África do Sul, a realização, a 26 de Outubro, de uma conferência internacional para investimentos naquele país, na qual além do Presidente Cyril Ramaphosa, participam líderes das mais importantes empresas globais.O encontro antecede o Fórum de Investimento Africano, que se realiza de 7 a 9 de Novembro em Joanesburgo, numa iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento destinada a atrair financiamento para implementação célere de projectos de empresários africanos.
Sobre as oportunidades de investir na África do Sul, o embaixador apontou vários aspectos, tendo destacado que o país tem leis que garantem a estabilidade dos investimentos, um sistema bancário independente e um sistema judiciário muito “forte”, que não permite pessoas acima da lei.
O embaixador considerou a África do Sul como um mercado “muito sofisticado”, que ambiciona ser  emergente e apoia a combinação do desenvolvimento económico e das infra-estruturas. É o maior produtor de minerais, com reservas de manganês, ouro e platina, sendo o 29º país do mundo em termos de infra-estruturas de transportes.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola-África dos Sul chamou a atenção das autoridades angolanas para a necessidade do alargamento das reformas em curso no sector das finanças.
O responsável defende reformas que transcendam o aspecto cambial e incluam como um todo o sistema bancário, o sector comercial e o fiscal e  alfandegário, para que o país se aproxime dos padrões requeridos pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sob pena de Angola não tirar vantagens da relação à África do Sul.

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