Capturas de pescado ultrapassam os três milhões de quilogramas no Zaire

Mais de três milhões de quilogramas de pescado diverso foram capturadas no primeiro semestre deste ano na província do Zaire, com a entrada em funcionamento de uma frota de quatro embarcações semi-industriais, revelou ao Jornal de Angola o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, Gouveia Pedro.

O responsável, que não fez a comparação com as capturas do período homólogo de 2017, considerou a cifra “muito aceitável”, já que as referidas embarcações vieram revolucionar o sector na região, apesar de reconhecer haver ainda dificuldades em infra-estruturas de apoio em terra.
“Com a recepção dessas embarcações a província conheceu um certo fôlego na captura de pescado diverso”, sublinhou, perspectivando um aumento significativo, nos próximos tempos, quando todas outras embarcações semi-industriais se fizerem ao mar.
Gouveia Pedro indicou que a entrada em funcionamento das quatro semi-industriais no município do Soyo está já a resultar numa significativa redução do preço do peixe. “Quando as outras oito começarem a fazer-se ao mar haverá ainda muito mais peixe”, vaticinou.
O responsável das pescas no Zaire alertou, contudo, que as debilidades em infra-estruturas para a recepção do peixe em terra poderão comprometer as futuras capturas, referindo que se todas essas 12 embarcações se fizessem ao mar, não haveria capacidade para a conservação do peixe, mas que há um trabalho para o reforço das infra-estruturas de apoio, sobretudo câmaras frigoríficas, pontes cais e outros, pois, conforme sublinhou, “não interessa só capturar para depois não saber o que fazer com o peixe”.

Fiscalização pesqueira
Sobre a fiscalização, Gouveia Pedro reconheceu a insuficiência de técnicos para a assegurar o processo em toda extensão da costa marítima e fluvial da província, com uma extensão estimada em cerca de 250 quilómetros, desde Musserra (Nzeto) até ao Soyo e, seguindo o leito do rio Zaire, ao município do Nóqui”.
“Temos debilidades em termos de recursos humanos, sobretudo na área de fiscalização das actividades pesqueiras, porque a costa é muito vasta para um número tão reduzido de fiscais que temos”, sublinhou, defendendo o reencaminhamento de alguns técnicos das administrações municipais para o sector, no âmbito da descentralização, para o reforço da inspecção e fiscalização pesqueira.

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