Empresas europeias pedem à China que acelere processo de reformas

A Câmara de Comércio da União Europeia na China apresentou hoje ao Governo chinês uma lista de recomendações, visando melhorar o ambiente regulatório para as empresas europeias no país, e apelou para que se avance com as reformas prometidas.

Segundo o presidente do organismo, Mats Harborn, o centro das disputas comerciais entre Pequim e Washington reside no défice entre o nível de desenvolvimento da China e as reformas implementadas pelo país.

No seu relatório anual, a Câmara de Comércio destaca o acesso ao mercado por empresas estrangeiras, os obstáculos regulatórios e a concorrência desleal, face às firmas estatais chinesas, como as três áreas que precisam de ser melhoradas.

O organismo apela ainda para que o Governo chinês reduza a lista de 48 sectores interditos ao capital externo e denuncia a transferência forçada de tecnologia em algumas indústrias, em troca de acesso ao mercado.

A câmara refere também “barreiras indirectas” impostas às empresas europeias, incluindo o capital mínimo exigido aos bancos e seguradoras estrangeiras, que superam os padrões internacionais e os valores exigidos às empresas domésticas.

Continuam a existir leis “diferentes” para as empresas estrangeiras e domésticas, o que resulta em “descriminação” e “tratamento desigual” no mercado, lê-se na mesma nota.

As empresas estatais, que representam 30% da economia chinesa, absorvem 70% do financiamento privado, destaca.

Harborn sublinha que todos estes problemas devem ser resolvidos através das reformas, e que o país deve acelerar o seu processo de abertura.

“Este deve ser o ano das reformas, quando se cumprem 40 anos desde a abertura económica da China, e as mudanças devem ser feitas de forma estrutural”, disse Harborn aos jornalistas, em Pequim.

No total, a Câmara de Comércio da União Europeia faz 128 recomendações às autoridades chinesas.

“Esperamos que sejam levadas a sério e que se entenda que são propostas construtivas, escritas com respeito e que ajudarão a melhorar a economia chinesa como um todo”, diz.

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