Fitch vê perspectivas “magras” para a economia e reafirma que Lourenço quer consolidar poder

A Fitch continua a mostrar-se céptica quanto ao impacto efectivo das medidas de João Lourenço, mas admite mais capital estrangeiro a entrar

As perspectivas de um maior ritmo de crescimento da economia permanecem “magras”, segundo uma análise da Fitch, uma das três consultoras internacionais que classifica o risco soberano angolano, à qual NNH tiveram acesso. Para a agência, apesar do aumento da produção petrolífera em 2018, continuam a persistir muitos obstáculos à diversificação da economia.

Por outro lado, a elevada exposição ao sector dos hidrocarbonetos e a acumulação de uma dívida que pesa no Orçamento e no PIB, a riqueza anual, limitarão a possibilidade de expansão fiscal.

Os analistas da Fitch consideram que a trajectória da inflação no sentido da descida veio para ficar, e que o Banco Nacional de Angola irá tirar partido do aumento das receitas petrolíferas no plano cambial.

A Fitch admite, entretanto, que o aumento de entrada de capital estrangeiro aliviarão as tensões cambiais a curto prazo e médio prazo.

A agência continua a mostrar-se céptica quanto a ser cépticos que “os movimentos” dos últimos tempos “anunciam qualquer progresso significativo no sentido da reforma”. “As medidas, em vez disso, representam tentativa do Lourenço para consolidar o poder e emergir da sombra dele”, refere o relatório sobre o risco de Angola da Fitch.

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