FMI confirma pedido de assistência financeira

As negociações começarão em Outubro próximo em Luanda, no quadro de nova missão do FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou hoje ter recebido um pedido do Governo de Angola para o início de discussões de um programa económico financiado ao abrigo do Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility – EFF).
No documento, Tao Zhang, director adjunto do FMI, refere que o pedido foi feito durante a missão de avaliação que a instituição efectuou a Angola de 1 a 14 deste mês e que as negociações para o empréstimo deverão começar “assim que for possível”.
O programa de assistência financeira, refere o FMI, será suportado pelo Instrumento de Coordenação de Políticas (Policy Coordination Instrument – PCI).
Segunda-feira, num comunicado divulgado pelo Ministério das Finanças, relativo à missão de 14 dias que a organização de Bretton Woods efetuou a Angola, foi indicado que o Governo de Luanda “solicitou o ajustamento do programa de apoio do FMI, adicionando-se uma componente de financiamento”.
A medida, cujas negociações começarão em Outubro próximo em Luanda, no quadro de nova missão, visa o apoio do FMI às políticas e reformas económicas definidas no Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM) e no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) de 2018 a 2022.
O FMI disse que, tendo em conta a evolução económica mais recente, e de modo a facilitar a implementação do PEM e do PDN, o Governo angolano acabou por solicitar o financiamento, no quadro do Programa de Financiamento Ampliado, de dois anos, extensível por mais um, se necessário.
“O Governo do Presidente [João] Lourenço tem dado passos importantes em relação à melhoria da governação e na restauração da estabilidade macroeconómica. O FMI está pronto para ajudar as autoridades a enfrentar os desafios económicos de Angola e apoiar as políticas económicas e reformas” com base no PEM e no PDN 2018/2022, lê-se no comunicado hoje assinado por Tao Zhang.
“Esperamos iniciar as discussões do programa com as autoridades angolanas assim que foi possível”, termina o documento.

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