Inflação continuou a baixar em Julho

Em Luanda a inflação mantém um sentido descendente, mas a variação mensal vem dando indicações erráticas

A inflação homóloga (que compara um mês do ano com o mesmo mês do ano anterior) em termos nacionais manteve a sua rota descendente em Julho, situando-se agora em 19,01%.
A variação mensal (1,25%) de Junho para o último mês foi ligeiramente menor do que de Maio para Junho.
Ao longo de 2018 os preços vem desacelerando a sua subida continuadamente, na sequência do que já se passara em 2017 e afastando-se assim do elevado nível de inflação registado no final de 2016 (41,12%). Em Janeiro deste ano a inflação homóloga ao nível nacional situou-se em 22,72%.
De acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) Nacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), as províncias que registaram maior aumento foram Malanje com 3,11%, Bengo com 1,89%, Cunene com 1,75% e Uíge com 1,58%. As províncias com menor variação foram a Lunda-Sul com 0,76%, Cuando Cubango com 0,81%, Namibe e Cabinda com 0,88% cada.
A classe “Vestuário e Calçado” com 2,11%, foi a que registou o maior aumento de preços. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: “Bens e Serviços Diversos” com 1,63%, “Saúde” com 1,61% e “Lazer, Recreação e Cultura” com 1,57%.
O INE salienta que a classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 0,53 pontos percentuais durante o mês de Julho, seguida das classes: “Vestuário e Calçado” com 0,15 pontos percentuais, “Bens e Serviços Diversos” com 0,12 pontos percentuais e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” com 0,11 pontos percentuais. As restantes classes tiveram taxas inferiores a 0,11 pontos percentuais.
A taxa de inflação homóloga na província de Luanda, que serve de referência à política monetária, baixou para 19,51%, correspondendo a uma variação mensal de 1,23%, superior à registada no mês anterior. Já em Março e Maio a variação mensal dos preços em Luanda tinha invertido a tendência de descida.
A classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços em Luanda, seguida de “Vestuário e Calçado”, “Bens e Serviços Diversos” e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”.

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