Preço do petróleo em escalada

O preço do petróleo já está acima de 77 dólares, confirmando a previsão de que iria subir devido a problemas na oferta

O preço do barril de petróleo está a disparar. Esta quarta-feira, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em Outubro fechou em alta de 1,43%, a 69,51 dólares por barril, no valor mais alto desde 30 de Julho. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para Dezembro avançou 1,53%, para 77,46 dólares, o valor mais elevado desde 10 de Julho.
No imediato, a razão da subida do preço do barril é a quebra nos stocks nos Estados Unidos de 2,566 milhões de barris na semana que encerrou a 24 de Agosto, uma queda mais acentuada que a previsão de analistas, de 1 milhão de barris, informou nesta quarta-feira o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O actual nível de stocks norte-americano é de 405,792 milhões de barris de crude.
No seu último relatório mensal a Agência Internacional de Energia (AIE), entidade geralmente associada aos países consumidores da matéria-prima, antecipa uma possível subida do preço, afirmando que as sanções dos EUA ao Irão, e eventuais problemas de produção noutros mercados produtores, constituem um desafio à manutenção da oferta de petróleo.
“A recente acalmia do mercado, com o alívio no curto prazo das tensões no lado da oferta, preços mais baixos, e menor crescimento da procura pode não durar”, afirma a AIE no seu relatório mensal.
O barril de petróleo já foi negociado este ano próximo dos 80 dólares — a fasquia mais elevada desde 2014 — devido a preocupações relacionadas com falhas de oferta.
Mas, entretanto, a pressão no mercado aliviou, com os preços do petróleo a arrefecerem nas últimas semanas perante a recuperação de parte da produção da Líbia e os sinais por parte de Washington de que poderia isentar, no próximo ano, as sanções a países asiáticos de petróleo iraniano.
Os EUA esclareceram, contudo, que não desistem de um acordo no sentido de forçar os países compradores do Irão a pararem completamente as compras no longo prazo.
“Assim que as sanções contra o Irão tenham efeito, provavelmente em combinação com problemas de abastecimento noutros locais, manter a oferta global pode tornar-se muito desafiante e tal aconteceria à custa da manutenção de uma almofada adequada de reposição da capacidade“, afirma a AIE.
Por outro lado, a procura de petróleo tem aumentado em linha com o crescimento da economia mundial. Para este ano, a AIE mantém inalteradas as estimativas de crescimento da procura nos 1,4 milhões de barris diários, mas elevou as suas previsões para o próximo ano, antecipando que a procura aumente em cerca de 110 mil barris diários, para 1,49 milhões, em 2019.

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