Província de Cabinda volta a registar escassez de combustível

A província petrolífera angolana de Cabinda está novamente a enfrentar uma escassez de combustível, depois de situação igual há uma semana, supostamente devido a uma avaria num navio de carga em alto-mar.

governador do enclave de Cabinda, Eugénio Laborinho, foi verificar, na quarta-feira, no terminal oceânico o motivo da escassez, essencialmente de gasolina e gás.

O vice-governador para a área técnica e infraestruturas de Cabinda, Joaquim Maliche, falando sobre o assunto, disse que há dificuldades no abastecimento de gasóleo, mas sobretudo de gasolina.

Segundo Joaquim Maliche, a avaria no navio estará já ultrapassada, pelo que se aguarda a descarga para o terminal.

“Vamos fazer um relatório para submetermos ao Governo central, realçando a necessidade do aumento de capacidade, por exemplo, do stock, tanto de gasolina como de gasóleo, bem como de gás, que também constatamos que estamos com dificuldades”, referiu o governante angolano.

Joaquim Maliche sublinhou ainda que se registam “enormes filas de compra de gás”.

“Estamos em contacto permanente com a Sonangol, de forma que possamos repor os níveis, para que a população não esteja com essa dificuldade”, frisou.

No início deste mês, Cabinda registou, durante 15 dias, uma escassez de gasóleo e gasolina, situação justificada pela Sonangol com as condições atmosféricas (“calemas” – ondas gigantes), que impediam a atracagem de navios para reabastecer os reservatórios.

A escassez de combustíveis em Cabinda, província angolana encravada no território da República Democrática do Congo e uma das principais zonas de extracção de petróleo, é recorrente, tendo a penúltima vez ocorrido em Julho passado.

Na altura, a Sonangol justificou que as constantes rupturas de “stocks” eram provocadas pela impossibilidade de reposição, consequência das marés altas na costa marítima de Cabinda.

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