Rebeldes do Iémen põem três condições para irem a negociações em Genebra

Os rebeldes Huthis do Iémen insistiram hoje em Sanaa no cumprimento de três condições para se deslocarem às negociações de paz patrocinadas pela ONU, que deveriam começar hoje em Genebra.

“Estamos prontos a ir (a Genebra), mas as Nações Unidas não cumpriram as suas promessas nos pontos que foram acordados com o seu emissário”, Martin Griffiths, disse um membro da delegação dos Huthis, Hamid Assem, à agência France Presse.

Os rebeldes exigem partir num avião de Omã, transferir feridos para Mascate e a garantia de poderem regressar à capital iemenita no final das consultas.

Segundo Assem, “a coligação (sob comando saudita que intervém militarmente no Iémen apoiando o governo) recusa autorizar o voo (da delegação rebeldes) devido à questão da transferência dos feridos” e os Huthis também não receberam “até agora garantia relativa ao regresso a Sanaa”.

“Se estiverem de acordo estamos prontos a lá ir, senão ficaremos em Sanaa”, declarou o responsável dos Huthis.

As discussões de paz sobre o Iémen em Genebra sob a égide da ONU são as primeiras negociações anunciadas desde o fracasso em Agosto de 2016 de um processo de paz que decorreu durante vários meses no Koweit.

Devido ao atraso da delegação dos rebeldes (a do governo iemenita já está em Genebra), o emissário das Nações Unidas para o Iémen, Martin Griffiths, decidiu não realizar hoje consultas no Palácio das Nações, sede da ONU, onde as discussões poderão começar na sexta-feira.

O Conselho de Segurança da ONU exortou na quarta-feira as partes iemenitas a “darem um primeiro passo para o fim do conflito”, que está na origem da pior crise humanitária do mundo, declarando Griffiths que “o povo iemenita precisa desesperadamente de um sinal de esperança”.

Segundo o emissário da ONU, as “consultas” em Genebra visam “criar as bases” para “negociações formais (…) que começarão mais tarde”. Não estão previstas negociações directas.

As consultas poderão permitir criar “medidas de confiança” entre as partes, possibilitando a vacinação de crianças ou a libertação de prisioneiros, de acordo com Griffiths.

A guerra no Iémen opõe as forças pró-governamentais, apoiadas pela coligação árabe conduzida por Riade, aos rebeldes xiitas Huthis, ajudados pelo Irão e que ocuparam em 2014 e 2015 vastas regiões do país, incluindo a capital Sanaa. O conflito já causou cerca de 10 mil mortos, na maioria civis.

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