Recessão na África do Sul prejudica qualidade do crédito soberano

 

A agência de notação financeira Moody’s considerou hoje que a recessão na África do Sul no segundo trimestre é negativa para a análise da qualidade do crédito e que os desafios orçamentais e monetários vão aumentar.

Uma vez que a economia da África do Sul já se tinha contraído no primeiro trimestre do ano, em 2,2%, o país entrou tecnicamente em recessão pela primeira vez desde 2009, pelo que este desempenho pior do que o esperado vai exacerbar os desafios orçamentais e monetários, o que é negativo para a análise da qualidade do crédito soberano”, diz a Moody’s.

Num comentário enviado hoje aos analistas, a principal analista do país e vice-presidente da Moody’s, Lucie Villa, diz que “os principais números negativos vieram dos sectores da agricultura, transportes e comércio”.

Segundo os dados oficiais, a economia sofreu um recuo de 0,7% no segundo trimestre de 2018, após uma contracção de 2,6% no primeiro trimestre, atirando o país para uma recessão técnica, ou seja, dois ou mais trimestres consecutivos de contracção económica.

A conjuntura desfavorável resulta essencialmente do mau desempenho do sector agrícola, que comparativamente aos três primeiros meses do ano, registou uma queda de 29,2%, mas também o comércio e os transportes contribuíram para esta situação, sendo que os três sectores representam 1,5% do PIB sul-africano.

“Este desempenho económico abaixo das expetactivas aumenta ainda mais os desafios colocados por uma depreciação acima de 20% do rand face ao dólar, só este ano”, acrescentou a analista, notando ainda que o Governo deverá falhar as metas orçamentais este ano.

Estes dados representam um revés para o Governo liderado por Cyril Ramaphosa que, desde que chegou ao poder, após a demissão de Jacob Zuma no passado mês de fevereiro, elegeu como principal objectivo a reanimação da economia sul-africana.

A conjuntura negativa já teve efeitos nos mercados, com o rand, a moeda nacional, a registar uma descida de quase 3%, face ao dólar, nas últimas 24 horas.

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