Riqueza angolana em rochas ornamentais apresentada em Itália

“A natureza agraciou o território angolano com rochas ornamentais”, salientou hoje em Verona, Itália, o secretário de Estado da Geologia e Minas, Jânio Correa Victor, que apresentou a estratégia para o sector mineiro

A província do Namibe tem reservas ainda desconhecidas, e estudos preliminares apontam para a viabilidade da exploração para fins comerciais, “as reservas de granito nas províncias da Huíla e do Cunene são virtualmente ilimitadas, assim como as reservas de calcário na província de Cuanza-Sul”. As reservas aproximadas de blocos de pedras, em 20 das áreas mais importantes, foram avaliadas em 1,18 bilhões de metros cúbicos, disse hoje em Verona, Itália, secretário de Estado da Geologia e Minas, Jânio Correa Victor.
Jânio Correa Victor interveio na Assembleia Geral da Federação Internacional de Rochas Ornamentais, tendo apresentado a Estratégia de Desenvolvimento do Sector de Geologia e Minas de Angola. O governante, que discursava em representação do Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, elogiou a organização da feira e informou que Angola vive um processo de “melhoria da credibilidade das instituições e renovação do ambiente de negócios baseado na luta contra a corrupção e a impunidade”.
Após referir que “a natureza agraciou o território angolano com rochas ornamentais” e dar os exemplos do Namibe, Huíla, Cunene e Cuanza-Sul, o secretário de Estado da Geologia e Minas precisou que, em termos de capacidade instalada, a Província da Huila regista 11 empresas de médio porte e 7 grandes empresas para a extracção e transformação de granito preto. Recentemente, a extracção de granito azul, conhecido como “azul na noite” foi registada em uma mina próxima da Chibia. Na Província do Namibe, 13 empresas do sector da indústria extractiva, das quais apenas 10 estão activas, foram licenciadas nos últimos cinco anos.
Na província da Huíla, a exportação de granito tem uma tradição e vem crescendo constantemente nos últimos anos, apesar da forte concorrência de países como China, Índia, Brasil, África do Sul e Zimbábue.
A estratégia de desenvolvimento para o sector de geologia e minas assenta, adiantou o governante, num conjunto de pontos fortes: Investir no mapeamento geológico, como forma de aprofundar o conhecimento sobre o potencial da riqueza mineral do país; desenvolver a mineração de formas a garantir o investimento e benefício das comunidades; desenvolver soluções imediatas para as áreas de mineração afectadas pela guerra no passado; facilitar o licenciamento e a concessão de direitos; incentivar a política de reinvestimento de lucros no país por empresas detentoras de direitos mineiros e criar uma estratégia de reindustrialização de Angola a médio/longo prazo no sector das rochas ornamentais.
A Feira de Verona que termina amanhã, 29 de Setembro, decorre num espaço de cerca de 80 mil metros quadrados, e alberga 1054 empresas expositoras.

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