Sobrinho perde 10,5 milhões de dólares em banco sul-africano

O empresário angolano, admitem observadores, poderá ter sido enganado

O empresário angolano Álvaro Sobrinho está envolvido no escândalo do banco Mutual VBS, uma instituição financeira sul-africana que a si própria se apresentava como uma entidade, totalmente detida por negros, especialista em operações ‘corporate’ e de retalho. O VBS foi criado em 1982, operando inicialmente como Venda Building Society. O banqueiro angolano terá perdido, com o colapso da instituição, um investimento da ordem de 144 milhões de rands, o equivalente a cerca de 10,5 milhões de dólares, nela efectuado.
O negócio com o Sobrinho – um parceiro de negócios da filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos, Tchizé, e quem é dono de um banco e um clube de futebol, o Sporting, em Portugal – alegadamente foi negociado pelo tesoureiro provincial do ANC Limpopo Danny Msiza e jovem empresário cido Matsepe.
O acordo com o empresário angolano foi discutido em Londres em Julho do ano passado com directores do VBS, entretanto liquidado.
Álvaro Sobrinho vem enfrentando novas acusações relacionadas com a falência do BESA, o antigo Banco Espírito Santo Angola, donde eventualmente teria retirado 615 milhões de dólares em benefício próprio e dos parceiros de negócio, incluindo Tchizé.
Álvaro Sobrinho também tem enfrentado problemas tumultuosos no clube português, o Sporting, onde detém, através de uma sociedade que controla, a Holdimo, a maior parcela accionista.

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