Sono de beleza: Dormir tem funções antioxidantes

Por que dormimos? Em termos evolutivos a explicação não é muito óbvia, já que parece um contrassenso um animal permanecer em repouso por tanto tempo à mercê dos predadores. Mais ainda, enquanto dorme, o ser humano obviamente não obtém comida e acaba praticamente por não interagir com o meio ambiente.

 

Porém um novo estudo parece ter a resposta para este aparente mistério.

Uma pesquisa inédita, desenvolvida por investigadores da Universidade de Columbia, de Nova Iorque, publicado nesta quinta-feira pela revista PLOS Biology, e divulgado pela publicação BBC News, apresenta uma conclusão inovadora sobre a função do sono – dormir tem um efeito antioxidante no organismo.

Para chegar aqueles resultados, os cientistas utilizaram uma variedade mutante da drosófila, o inseto mais comummente conhecido por mosca-da-fruta, este animal foi usado por ter justamente o sono mais curto do que o normal – mantendo ainda assim de modo intacto o seu ritmo circadiano. E apuraram novos dados que comprovam como a falta de sono traz efeitos negativos para a saúde.

A conclusão principal foi que, a privação do sono faz com que os animais tenham uma sensibilidade maior ao stress oxidativo agudo, ou seja, uma noite bem dormida tem propriedades antioxidantes.

Para os cientistas, o entendimento da relação entre dormir e o stress oxidativo pode ser um passo importante na compreensão de doenças humanas modernas, desde distúrbios do sono a doenças neurodegenerativas.

“A maioria dos animais dorme. Os seres humanos dormem quase um terço das suas vidas. E ainda hoje as funções fundamentais do sono permanecem desconhecidas”, afirmou a investigadora Vanessa Hill, do Departamento de Genética da Universidade de Columbia, uma das autoras do estudo.

“Utilizámos a drosófila de sono curto para descobrir o papel do sono na resistência ao stress oxidativo. E observamos que quanto mais aumentávamos o tempo de sono das moscas, maior era essa resistência”.

Nos seres humanos, o stress oxidativo é apontado como um dos principais fatores de predisposição a um espetro de doenças como Alzheimer, Parkinson, Huntington e esclerose.

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