Trabalho infantil atinge 38% das crianças nos meios rurais

Em todas as províncias do país as crianças da área rural são as que mais estão inseridas no trabalho infantil

Em todas as províncias do país as crianças da área rural são as que mais estão inseridas no trabalho infantil, sendo observadas as maiores taxas nas províncias do Cuanza Sul, Cuando Cubango, Malange e Bié, revela o estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) com base nos dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2015-2016 (IIMS 2015-2016).
O inquérito revela que 25,3% das crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos estão envolvidas em trabalho infantil – uma proporção que sobe para quase 38% nos meios rurais.
Em relação aos partos realizados em unidades de saúde, apenas 17% na área rural ocorrem numa unidade sanitária, apesar de algumas províncias apresentarem percentagem altas de partos ocorridos em unidades de saúde (acima dos 60%), porém nota-se, em quase todas, grandes assimetrias entre as áreas urbanas e rurais.
A taxa de mortalidade infantil, apesar dos progressos conseguidos, ainda se mantém muito alta (44%), atingindo a taxa de mortalidade infanto-juvenil 68% e uma dimensão arrasadora nos meios rurais: 98%. Contudo, salienta o INE, “nem sempre as assimetrias na distribuição geográfica de serviços são suficientes para explicar o baixo ou não uso destes serviços (por exemplo o caso dos partos ocorridos em unidades sanitárias). Nestes casos, programas de Informação, Educação e Comunicação (IEC), para sensibilização da população sobre a importância do uso dos serviços, devem ser integrados aos programas de expansão da oferta destes serviços”.
A proporção média de crianças menores de 5 anos tendo em conta o agregado familiar é menor nas áreas urbanas que nas rurais (18,4% contra 22,8%), embora a população urbana tenha mais peso na população global do país que a rural, representando 17,3 milhões de indivíduos num total de 27,5 milhões.
Já no que respeita à proporção média de crianças com idades situadas entre os 6 e os 17 anos a situação inverte-se, sendo ligeiramente superior o seu peso sobre os agregados familiares nos meios urbanos que nos meios rurais.

Meninas cedo viram mães
Proporção de mulheres com idades entre os 15 e os 19 anos de idade que iniciaram a vida reprodutiva é muito elevada (34,5%), atingindo uma expressão ainda mais significativa nos meios rurais (quase 50%).
Em relação aos partos realizados em unidades de saúde, apenas 17% na área rural ocorrem numa unidade sanitária, apesar de algumas províncias apresentarem percentagem altas de partos ocorridos em unidades de saúde (acima dos 60%), porém nota-se, em quase todas, grandes assimetrias entre as áreas urbanas e rurais.

Escolaridade
Se apenas 25% das crianças menores de 5 anos de idade possuem registo de nascimento, foi de 21,7% a proporção de crianças nesta faixa etária que dormiram debaixo de uma rede de mosquiteiro tratada com insecticida na noite anterior ao inquérito.
Por outro lado, é somente de 10,5%, de acordo com o INE, a proporção de crianças com 3-5 anos que frequentam programas organizados de educação pré-escolar.
Todavia, registam-se progressos na taxa de alfabetização entre os homens com 12-24 anos
de idade, que atinge 84% no universo da população total do país e quase 93% nas áreas urbanas.
A publicação do INE reúne um conjunto de indicadores que integram o Sistema de Indicadores da Criança em Angola (SICA), tendo como base os 11 compromissos do Governo de Angola para a Criança, harmonizando e assente sobre cinco sectores basilares e no desenvolvimento harmonioso da criança nomeadamente: educação, saúde, água e saneamento, registo de nascimento e incidência de pobreza; sem descurar da dimensão demográfica, essencial no pro- cesso de desenho e aplicação de políticas públicas. (Notícias na Hora)

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