Trafigura exige ao Estado 169,5 milhões de dólares

Dívida do Estado estará relacionado com a exploração de minérios. Relatório da empresa, que detinha o monopólio da venda de gasóleo, destaca pagamento de dívidas, mas realça que há muito que pagar.

A Trafigura, empresa  que até recentemente  detinha monopólio de importação de gasóleo, reclama uma dívida do Estado de 169,5 de dólares de um total de 409 milhões.

O montante, escrito na conta do primeiro trimestre do grupo é referente  a um contrato de compensação por investimento em minério de ferro, realizado após a liquidação da AEMR, subsidiário da Trafigura, por via de um decreto Presidencial, em 2016.

O grupo justifica que obteve uma “comissão  de endividamento” assinada pelo Ministério das Finanças não só assumiram o valor de dívida consolidada de 409 milhões, como se comprometeram a líquida-lo  em 48 meses, a contar de Janeiro de 2017.

As árias concessionadas foram propriedades da Ferrangol  até 2011 e a formação da parceria pública-privada  com a Trafigura resultou na AEMR, que era o maior accionista.

Uma fonte da Ferrangol mostra-se, no entanto, surpreendida com a possibilidade de o Estado pagar a dívida. ” As minas nunca entraram em exploração, estavam na fase de prospecção e a empresa em causa optou por devolver a concessão à Ferrangol, face ao investimento avultado, uma vez que não tinha mais capacidade de continuar afazer”, explica a fonte. além disso, acrescenta, o investimento em mineração ” é muito intenso e obedece algumas fases como prospecção até de exploração”.

Em termos de resultados, durante o segundo trimestre de 2016, o grupo reverteu a impunidade registada em 2015, estimada em 243,6 milhões de dólares em relação ao investimento em minério de ferro pelo AEMR.

Já em Março deste ano, a Trafigura perdeu o contrato de importação de gasóleo, juntamente com a Holandesa Vitol, que fornecia gasolina. Ambas foram substituída pela subsidiária da francesa Total e a inglesa Glencore Energy.

Até então, a Trafigura, que controla 48,4% da Puma Energy, era o único importador de gasóleo, enquanto a Vital compra gasolina. Até o fecho desta edição, Ministério das Finanças, citado no documento, não se manifestou, apesar dos vários contactos do VALOR. (Valor Económico).

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