Violência e operações militares aumentam em 60% os deslocados no Mali

O número de deslocados no norte e centro do Mali subiu 60% devido ao aumento de conflitos armados e operações militares, alertou hoje o Conselho Norueguês para Refugiados (NRC).

“Os combates entre comunidades, o ressurgimento de grupos armados e a proliferação de operações militares no centro e norte do Mali causaram o deslocamento de quase 50 mil pessoas desde Janeiro”, um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, indicou em comunicado a organização não-governamental norueguesa.

O chefe da missão do NRC no Mali, Hassane Hamadou, afirmou que “é muito preocupante ver o nível de recursos investidos em operações militares quando milhares de pessoas fogem das suas casas todos os dias e não têm absolutamente nada para comer”.

Na deslocação que efectuou no final de agosto a Ménaka (nordeste), uma das áreas voláteis do país, um Alto-representante para África do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Patrick Youssef, pediu aos representantes dos grupos das forças armadas para que “respeitem a vida e a dignidade dos civis e facilitem a missão dos agentes humanitários”.

Segundo a Cruz Vermelha, cerca de cinco mil pessoas refugiaram-se em acampamentos improvisados em Ménaka e na vizinha Andramboukane.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) deve ajudar essas pessoas que deixaram tudo para trás, referiu Youssef, em declarações à agência noticiosa France-Presse, durante a sua visita a Ménaka.

Perto da fronteira com o Níger, a região tem sido alvo, desde Fevereiro, de uma “onda de ataques” de ´jihadistas´ ligados ao grupo extremista Estado Islâmico a que se opõem dois grupos armados que apoiam a força francesa destacada no país e o exército maliano.

Os massacres de civis, em ambos os lados da fronteira entre o Mali e o Níger, fizeram dezenas de vítimas, aumentando as tensões entre grupos étnicos, que tradicionalmente competem por posições de poder, controlo de eixos comerciais ou contrabando, pasto ou ainda acesso aos poços.

“Eu sou de Ménaka, mas nós fomos para o Níger por causa do conflito armado. Estamos de volta, mas perdemos todos os nossos bens, as nossas casas. Podemos viver assim? Se o Mali não gosta de nós, voltamos ao Níger”, testemunhou Hadiza Yattara, entrevistada pela AFP no campo de Ménaka.

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